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Casa de Cantaber

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Mapa das Ruinas de Conimbriga, com a Casa de Cantaber selecionada

 

 

 

 

 





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As termas da casa
Os balnea da Casa de Cantaber apresentam na sua fase original todos os ambientes que caracterizam os complexos termais públicos. Uma sala ampla com funções de apoditério ao qual se chega por um pórtico que une a casa ao balneum. Este primeiro ambiente permite a entrada no frigidário no qual se construiu um alveus absidado de água fria, onde se entra por duas escadarias laterais. O apoditério serve como elemento de ligação entre as zonas frias e aquecidas. Esta última zona é composta por um tepidário de pequenas dimensões, talvez porque apenas serve como zona de primeiro contacto com o ambiente aquecido. Desta sala acede-se para o caldário duplo, formado por dois ambientes quadrangulares e absidados a Oeste. O caldário Sul tem um alveus de água tépida.

O sistema de aquecimento deste edifício deve ter apresentado, na primeira fase, algumas dificuldades de funcionamento, o que se poderá justificar pelo elevado número de fornalhas construídas. Num espaço contíguo ao caldário Sul localizam-se três fornalhas, uma para o alveus, outra para o caldário e uma terceira que aquece o tepidário, pois as fornalhas do caldário estão construídas de tal forma que impediram a circulação do ar quente até ao tepidário, obrigando o seu construtor a realizar uma fornalha específica para este último ambiente. Uma quarta fornalha aquece o segundo caldário, situado a Noroeste. O complexo ocupa uma área total de 14 m x 18 m (num total de 252 m2 ).

Nos fins do sec. III ou inícios do IV, a casa de Cantaber sofre profundas remodelações na sua estrutura, em consequência da construção da muralha baixo-imperial. O sector termal é também afectado, aumentando a sua área e afectando principalmente a disposição de fornalhas, o sistema de aquecimento e as suspensurae. Esta intervenção demonstra claramente a actividade de reparação e reconstrução deste tipo de edifícios, que devido à sua funcionalidade específica requerem uma manutenção contínua. Nesta segunda fase o apoditério é aumentado e enriquecido com um segundo alveus de água fria, só que de planta quadrangular. A grande remodelação ocorre nos ambientes aquecidos com a transformação do tepidário numa sala hexagonal. O duplo caldário é transformado num só, aproveitando parte do anterior caldário Oeste e com uma ábside de menores dimensões, a sua parede Norte é também ela parte de um hexágono. Esta expansão permite o alargamento do espaço aquecido e a construção de que interpretamos como um sudário absidado. O aquecimento destes espaços é totalmente remodelado. O caldário propriamente dito mantém a fornalha do alveus, mas transformada numa fornalha de corredor, onde terá sido colocada uma caldeira. A segunda fornalha está agora protegida por um muro lateral. Por fim a fornalha do tepidário é fechada por já não ter utilidade. O sudário é aquecido por uma grande fornalha colocada a Noroeste de complexo. Todas as suspensurae se adaptam à nova arquitectura formando na zona da caldário uma planta concêntrica que permite uma circulação radial do ar quente. Esta é talvez uma das imagens mais conhecidas de Conimbriga. O pavimento é construído com imbrices sobrepostos por uma espessa camada de opus signinum.


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