Secção Ruínas
Página de EntradaPesquisarMapa do SiteAjudaPerguntas Mais Frequentes
Página de ENtradaPesquisarMapa do SiteAjudaPerguntas Mais Frequentes saltar menu: ALT+x

Grandes Termas do Sul
Termas Augustanas
Termas Flavianas


Escavação:

Missão Luso-Francesa, 1965-1968.

Documentação disponível:
Plano pedra-a-pedra (1/50, publicado
a 1/100, arquitectura a várias escalas)
das escavações Luso-Francesas
(Fouilles I**, est. III).

Caracterização sumária:
Monumento público de grandes
dimensões cuja arquitectura pode ser
reconstituída; inclui duas fases
distintas.

Bibliografia da escavação:
Fouilles I, passim. Outra bibliografia
abundante.





Mapa das Ruinas de Conimbriga, com Grandes Termas do Sul selecionada
Fotos alusivas às Grandes Termas do Sul. Estes links abrem uma nova janela

Termas Augustanas
A entrada no recinto era feita a Oeste e era ladeada, a Norte, por três tabernas, que possivelmente serviam como espaços de apoio ao utente. Entre estes poder-se-ia localizar um destrictarium ( ? ). O banhista, encaminhando-se para a zona sul, encontrava então o acesso à palestra, onde, através de uma entrada possivelmente porticada, acedia a uma sala com pediluvium, com pavimento em mosaico, que aparentemente serviria como apoditério, e onde poderia iniciar o seu percurso termal. Desta sala, passando por uma sala com labrum e pelo tepidário, onde passageiramente tomava o primeiro contacto com o ambiente aquecido, chegaria ao caldário onde se banharia na água quente do alveus instalado no topo Norte da sala absidada. Estaria então pronto para passar novamente pelo tepidário, uma sala rectangular com 6,90 m x 9,45 m, talvez com uma pequena piscina encastrada na parede Oeste, e toda ela de paredes revestidas com tegulas mamatae. Podia posteriormente refrescar-se no labrum, colocado descentrado na abside da sala seguinte, sair para a natatio e tomar um banho à temperatura ambiente. Este espaço porticado era constituído por uma piscina de água fria de planta quadrangular (10,25 m x 10,25 m) com uma profundidade que varia entre o 1,60 m e o 1,65 m. O pórtico corria três dos seus lados; o muro Oeste da piscina confunde-se com o muro de limite das termas. Este esquema oferecia um certo conforto ao banhista contra as intempéries, já que fora da água se encontrava abrigado pelo pórtico. Deste restam as marcas das bases de coluna (com 0.45 m de diâmetro) nos muros Norte e Este da piscina. O banhista poderia agora fazer alguns exercícios na palestra ou apenas relaxar ou depilar-se num dos espaços reservados junto à entrada do edifício.

Topo da Página

Termas Flavianas
No estabelecimento público mais monumental da cidade, se o banhista de Conimbriga pretendesse consumar o seu ritual de banho diário, iria encaminhar-se até à rua a Norte das termas e entrava pela grande porta que dava acesso directo a uma ampla área (de 859 m2) de planta rectangular ocupada ao centro pela grande natatio, de 15,90 m por 10,75 m com sete degraus de acesso ao seu interior. Percorria esta “esplanada” até à zona porticada e poderia escolher entre duas portas de acesso ao frigidário, onde se despiria e poderia deixar os seus pertences nos nichos que se reconstituem na parede Sul desta sala. Este ambiente teria a dupla função de frigidário e apoditério. Nesta sala poderia escolher a porta da direita (Oeste) ou da esquerda (Este) e entrar no tepidário de planta rectangular, e depois da passagem pelo ambiente tépido, poderia optar entre entrar no caldário propriamente dito ou no laconicum que se situa a Este do tepidário. Este laconicum de estrutura semelhante ao das termas da muralha, mas de dimensões monumentais, insere-se num círculo interno de 9 m, decorado com quatro êxedras de planta semi-circular cujos diâmetros são irregulares. Diametricamente oposto ao laconicum encontraria um segundo tepidário de planta circular, com 6,46 m de diâmetro interior.

Caso optasse por entrar directamente no caldário, o banhista teria uma sala rectangular ladeada por dois alvei de água quente, onde poderia banhar-se. Por fim deveria percorrer em sentido inverso todo o espaço longitudinal do sector termal para aceder novamente à grande piscina e banhar-se na água a temperatura ambiente. Da natatio ia, por um pórtico situado a Oeste e descendo uma escadaria monumental, até à palestra, onde certamente podia usufruir da impressionante paisagem.


Topo da Página


Retroceder
English
2002 @ Museu Monográfico de Conimbriga / IPMWebdesign: Mediaprimer.pt
Planta das Grandes Termas do Sul Foto aérea das Grandes Termas do Sul Foto das Grandes Termas do Sul foto das Grandes Termas do Sul