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Ínsula do vaso Fálico

Escavação:
Missão Luso-Francesa, 1965-1968.

Documentação disponível:
Plano pedra-a-pedra (1/50, publicado a
1/100, arquitectura a 1/200) das
escavações Luso-Francesas (Fouilles
I**, est. XXXIX).

Caracterização sumária:
Ínsula completamente escavada.

Bibliografia da escavação:
Fouilles I, 65-85, 135-143, 155-165,
191 (XI), 214 (XXII), 229 (XXVIII), 231
(XXX), 233 (XXXIII), 239 (XLI).


Outras referências:
Alarcão 1985, 36 e fig. 51; id. 1988, 188
e fig. 59; id. 1992, 36-41; Alarcão et al.
1978, 460-461; ibid. 1979, 889; Etienne
et al. 1966, 13 e est. V; Oleiro et al.
1966, 449.

Mapa das Ruinas de Conimbriga, com a Insula do vaso Fálico selecionado
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A ínsula do vaso fálico ocupa uma longa extensão ao longo da principal rua da cidade, quarteirão cuja forma irregular foi certamente ditada pela preexistência cadastral que os romanos encontraram e que não alteraram substancialmente senão para as grandes construções públicas flavianas. Não é, portanto, completamente claro se a subdivisão da ínsula em, pelo menos, cinco sectores distintos, corresponde a uma solução meramente técnica ou se estamos perante várias construções aproveitando muros meeiros. O estado de conservação das estruturas, que é muito deficiente, talvez nunca venha a permitir resolver esta questão.

A fachada Sul da ínsula era ocupada na sua maior extensão por largas portas, com soleira rasgada para encaixe de taipais de fecho, dispositivo que foi usado para as pequenas tabernas de uma única divisão, mas também para aquelas que dispunham de compartimentos anexos. Globalmente considerada a ínsula era composta por três residências de maior dimensão, uma de dimensões médias, composta por três salas em fieira, sendo o restante composto por pequenas unidades de uma ou duas divisões.

Este panorama foi invariável ao longo de toda a história do edifício, apesar de algumas modificações sofridas. Estas alterações à construção claudiana fizeram-se sentir no extremo Leste, onde a construção do fórum Flaviano obrigou à demolição de um compartimento situado no gaveto do quarteirão; no extremo Sudoeste, onde se instalou um pequeno pórtico de acesso a uma das principais residências na ínsula; e as alterações mais substanciais numa das outras unidades maiores, que podem ter implicado a criação de um piso superior (ou a instalação de um mezanino).

De Oeste para Leste identificam-se:
- um pórtico, onde se abria o acesso, em porta estreita, para uma pequena taberna com compartimento anexo;
- ainda no mesmo pórtico, uma porta larga, que dava entrada num pequeno átrio, peça central de uma residência / oficina, de que uma das principais salas era ocupada por um grande tanque. Toda esta divisão mostra sinais de um complexo sistema de gestão de água, e um pavimento de tijolo com vestígios de lareiras. Também daqui se recolheu um objecto em chumbo, resto do forro de um tanque revestido em opus signinum que já não é possível identificar, que reforça o carácter preponderante que a gestão da água desempenhava nestas instalações: propomos a identificação possível de uma fulonica;
- sucediam-se três tabernas, de modestas dimensões;
- após estas encontrava-se nova porta larga, que dava acesso a um pátio interior onde, através de um corredor, se podia chegar a um conjunto de seis divisões, incaracterísticas, providas de um acesso autónomo à rua a Norte da ínsula. O estado de conservação das estruturas e os achados não permitem identificar funcionalidades;
- sucedia-se outra pequena divisão autónoma;
- repetia-se a porta larga dando cesso a um pátio interior, que era agora maior, provido de uma espécie de tabique protegendo a entrada para duas divisões, que são aqui no total apenas cinco. Esta casa, todavia, viu a sua estrutura alterada em data imprecisa, e parece ter passado a gozar de um piso elevado piso inteiro ou mezanino, a caixa para a escada não permite julgar;
- seguia-se uma unidade composta por três divisões de acessos sucessivos, sendo a central de pequenas dimensões;
- a unidade seguinte, composta por duas divisões tinha acesso a uma pequena cave, que pode ter funcionado como adega;
- a unidade do extremo da ínsula era originalmente composta por três divisões, tendo uma delas, a de Leste, sido demolida no período flaviano, ficando as instalações reduzidas a duas divisões de dimensões modestas.

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Planta da Ínsula do vaso Fálico Foto da Ínsula do vaso Fálico Foto da Ínsula do vaso Fálico Foto da Ínsula do vaso Fálico