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Termas do Aqueduto

Escavação:
1934 (Dir. Prof. V. Correia).

Documentação disponível:
Planta geral da área das escavações
antigas (1962) à escala 1/200, com
sucessivas correcções e acrescentos.
Correcções e interpretação final de
Virgílio H. Correia em 1995.

Caracterização sumária:
Edifício termal incompletamente
escavado.

Bibliografia da escavação:
Existe apenas referências esparsas
aos trabalhos. Cf. Alarcão 1992, 50
e 53; Coelho 1996, passim; DGEMN
1948 fig. 17-18; Oleiro et al. 1974,
22-23.




Mapa das Ruinas de Conimbriga, com as Termas do Aqueduto selecionado
Fotos alusivas às Termas do Aqueduto. Estes links abrem uma nova janela

A entrada neste complexo termal deveria efectuar-se pela via localizada a Oeste, a qual contornava uma área habitacional. A sua planta é sequencial angular e nela se destaca um corpo isolado formado por quatro ábsides inseridas num quadro adjunto ao resto do edifício. O acesso, não muito claro, era efectuado por um apoditério de pequenas dimensões que, através de uma porta, conduzia ao frigidário, num ambiente de planta rectangular e bastante amplo, delimitado a Sul pela parede do aqueduto. No frigidário a Oeste existia um alveus de água fria, bastante profundo. Devemos porém imaginar que a cota actual não corresponde à do edifício original, já que nalgumas áreas podemos observar a sapata de fundação de muros. Do frigidário, o banhista poderia deslocar-se à natatio, a Este, decorada com uma pequena ábside ladeada pela escadaria de acesso e onde deveria brotar uma pequena fonte, ou poderia aceder à zona aquecida, através de uma porta colocada na saliência do corpo central, com recorte em ábside. Esta última foi construída como um bloco independente e de acordo com a seguinte funcionalidade: as duas primeiras ábsides opostas mais próximas do frigidário seriam a zona destinada a tepidário, a localizada a Oeste suportava certamente um alveus. A suspensura é feita com pequenos arcos. O caldário, o par de ábsides a Norte, repete o mesmo esquema do tepidário e é directamente aquecido por uma fornalha de corredor, coma boca virada a Noroeste. A zona externa seria ajardinada e na zona Oeste do complexo deveriam encontrar-se as zonas de serviço, pois é nesta área onde se encontram os escoamentos e os acesso à fornalha do caldário.

As dimensões deste complexo são reduzidas, mas a sua disposição e a existência de um grande frigidário levam-nos a pensar que estamos perante umas termas públicas, destinadas a servir o sector Norte da cidade e que, por outro lado, são as mais próximas do eixo viário Tomar / Coimbra.

Do edifício alto-imperial nada se conhece de arquitectura, mas existem alguns elementos. Em 1936 foi encontrada por V. Correia uma inscrição esculpida numa placa rectangular de calcário liso, onde se lê REMETIBVS / AUG (ustis). Trata-se de uma dedicatória localizada num lugar público, e que levou o autor da sua descoberta a considerar este edifício como umas termas públicas. Neste caso não restam muitas dúvidas de que estes Remetes são divindades ligadas à água e que “fazem parte dessa longa lista de divindades aquáticas na qual o Norte de Portugal é extremamente rico”. Para além disso esta inscrição mostra quanto era importante em Conimbriga a herança religiosa céltica. Esta inscrição está datada do sec.II d.C.. Outro elemento que pode corroborar a datação deste sector termal é o achado de uma moeda do primeiro ano de reinado de Caracala em limpezas junto à muralha, aparentemente associada às estruturas das termas preservadas sob a muralha. A construção destas termas deve corresponder ao fim do sec. II ou aos inícios do III, e terão sido remodeladas quando a construção da muralha Baixo Imperial cortou o quarteirão em que se inseriam.

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Planta das Termas do Aqueduto Foto das Termas do Aqueduto